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Pets em apartamentos e condomínios: conheça as regras.

O lar ideal é aquele que atende todas as nossas necessidades, principalmente o bem-estar do nosso pet. Você sabia que o Brasil é o quarto país do mundo, em número de pets? Hoje são mais de 132 milhões deles nos lares das pessoas. Por isso, ao escolher a casa ou o apartamento novo, cheque as regras do seu novo condomínio!

O que nossa legislação afirma?

A Constituição Federal diz em seu artigo 5º, inciso II, que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Portanto, entende-se que se a legislação não proíbe é porque será permitido fazer aquilo.

A nossa lei maior afirme que todos têm direito à propriedade privada e que a pessoa tem autonomia para fazer o que quiser dentro de sua residência.

O condomínio é regulado pelo Código Civil e nele as unidades autônomas, que são exclusivas do condômino (a casa ou apartamento).

As quatro regras básicas:

1 – Segurança: o animal não pode comprometer a segurança dos seus vizinhos, seja no elevador, no hall de entrada ou em qualquer outro lugar. Em casos de agressão física, pode levar a uma determinação formal do condomínio pela retirada do animal.

2 – Sossego: devemos respeitar os horários de “sossego” dos condôminos, se o bicho de estimação atrapalhar este momento, ações podem ser tomadas contra o dono.

3 – Saúde: se o animal tem alguma doença transmissível que pode ser levado a outro animal e pessoa, sua circulação pode ser proibida pela administração do condomínio.

4 – Sujeira e mau cheiro: para evitar reclamações, recolha os dejetos do seu pet durante os passeios pelo condomínio. Mantenha uma rotina de limpeza na área aonde o animal se encontra, isso é importante tanto para a saúde do pet quanto para o resto da família.

Autorizado:

– Não se pode proibir a criação de animais domésticos em apartamentos. Está no Código Civil (artigo 1.335, inciso I): é direito do condômino usar, fruir e livremente dispor de suas unidades. Sem impor limites ao tamanho do animal.

– A circulação de pets no apartamento do dono e em áreas comuns também é liberada.

Proibido:

– O condomínio tem o poder de definir quais as áreas em que os pets podem circular.

– O animal solto, sem coleira, nos locais de uso comum do edifício.

O que é pet care?

O pet care vem ganhando cada vez mais espaço dentro dos condomínios. Um ambiente estruturado exclusivamente para a a presença de animais de estimação com áreas de banho adaptadas, bancada, gancho para fixação de coleira, tanque de lavagem, chuveirinho, ponto para instalação de secador, tigelas de ração, brinquedos e muitos outros produtos. A ideia é que o dono possa ter esse espaço onde ele realize os cuidados com o seu pet. Os benefícios do pet care que podem ser observados são a redução de custos com serviços especializados e o trânsito livre dos animais em todo o espaço.

Animais no condomínio: 7 dicas para manter o bem-estar de todos!

– Conheça as normas de convivência do seu condomínio: elas se encontram no regimento interno (documento que faz parte da convenção condominial). Vale lembrar que algumas convenções, por serem antigas, proíbem animais nos condomínios, porém, essas regras são consideradas inválidas.

Outra regra inválida é fazer com que os moradores transitem no condomínio com o pet no colo, pois isso restringe algumas raças de porte grande, como por exemplo o cão da raça Golden.

O condomínio deve deixar explícito o que é permitido ou não nas áreas em comum. Além disso, é importante falar sobre os visitantes que podem levar seus pets. E nisso deve ser citado:

– Questões sobre o barulho emitido pelos animais no condomínio;

– Obrigatoriedade de vacinação;

– Necessidade de uso de guia e coleira;

– Locais em que se permite a circulação dos animais;

– Possibilidade de uso do elevador social;

– Proibição de sujar as áreas comuns;

– Sanções.

– Normas sobre animais no condomínio para conhecimento de todos os moradores: aqui é dever do síndico educar os moradores a respeito das regras de convivência em relações a animais no condomínio. Como “administrador” do prédio ou condomínio, o síndico deve dialogar ao máximo para esclarecer todas as dúvidas possíveis sobre regras e punições.

– Respeitar o cuidado dos espaços comuns: é possível que seu condomínio proíba a passagem dos bichinhos de estimação nas áreas comuns. Sendo assim, respeite as normas. Separamos algumas condutas desejáveis pelos moradores para prezar pelo cuidado dos espaços comuns:

• Use as entradas e saídas corretas do condomínio (garagem ou área de serviço) quando estiver com seu pet.

• Iguanas, aranhas e cobras são animais que podem ser incompatíveis com a vida em condomínio.

• Sempre carregue um saco plástico para recolher os dejetos do seu bicho de estimação.

• Jogue as fezes do animal na privada e não nos lixos de área comum.

• Os cães devem andar com coleira e guia pelo condomínio.

• Caso você esteja com o seu pet, SEMPRE use o elevador de serviço.

• Escolher o animal que vai morar em um apartamento exige, antes de tudo, bom senso. Por isso, evite os grandalhões, são fofos, mas podem incomodar seus vizinhos e ninguém merece ser incomodado em seu próprio lar.

• Se você chama o elevador e ele já está ocupado com alguém, aguarde-o sair para poder entrar com seu animal. Os demais condôminos não são obrigados a ter contato próximo ele.

• O animal ou seu ambiente não deve exalar cheiro desagradável.

• Em caso de viagens longas, NUNCA deixe o seu animal trancado dentro do apartamento. Além de se sentir sozinho e triste, ele provavelmente ficará desnutrido.

• O dono do animal deve manter a disposição do síndico a carteira de vacinação do seu pet.

• Dê atenção aos comportamentos que podem incomodar os vizinhos, como latidos ou miados excessivos.

• Adestre e socialize o seu pet. Não deixe que eles pulem ou perturbem outras pessoas.

• Escolha um animal de pequeno porte. Se você vive em um apartamento, faça isso. Quanto maior ele for, maior será o impacto que causará na vida dos vizinhos. Portanto, comece a pesquisar sobre raças de pequeno porte como Basenji, Beagle, Buldogue Francês, Lulu da Pomerânia, entre outros.

– Adotar práticas para garantir a segurança de outras pessoas: uma questão a ser destacada é a ameaça à segurança dos moradores quando algum animal é agressivo. Raças como rottweilers, pitbulls, dobermans e filas brasileiros podem causar um certo medo nos moradores.

Neste caso, os síndicos devem orientar os donos a usarem objetos que possam garantir a segurança de todos, como focinheiras, guias e coleiras.

– Orientar o morador a manter seu animal saudável: existem várias doenças que cachorros e gatos podem transmitir aos adultos. Micoses, verminoses, doença da arranhadura do gato e leptospirose são alguns exemplos. Para evitar a contaminação, é necessário que o síndico exija, de tempos em tempos, a apresentação da cópia da carteira de vacinação dos animais.

O mau cheiro também pode incomodar os vizinhos, e isso também é uma exigência que pode ser feita ao dono: cuidados com higiene.

– Sanções: situações como: latido de cachorro a noite inteira ou um morador que não recolhe os dejetos do seu animal de estimação são mais do que comuns em um condomínio e mesmo com as normas, os condôminos acabam ignorando-as. Se o fato for recorrente, o síndico pode aplicar uma multa ao morador e se mesmo assim continuar incomodando, pode inclusive chamar a polícia e registrar um boletim de ocorrência.

– Adotar práticas para melhorar a relação entre os moradores: prevenir e evitar conflitos é uma das grandes habilidades que o administrador deve executar. Quando o assunto é pet nos condomínios, a melhor maneira de lidar bem com essa situação é criar uma boa relação entre os donos de animais e os vizinhos que não possuem um pet.

O play dog é uma boa maneira de satisfazer esses dois públicos. Este é um espaço específico no condomínio para animais de estimação passearem. Uma outra alternativa é fazer com que os administradores do condomínio contratem passeadores de cães para os animais do prédio.

 De qualquer maneira, é muito difícil eliminar qualquer tipo de conflito. Viver em sociedade é complicado, pois cada um tem o seu gosto e suas preferências. Se você mora em um condomínio, o melhor a fazer adotar práticas que tentem conciliar os interesses da coletividade e respeitar o próximo.

Animal dentro do apê: 7 dicas para manter a sua casa limpa!

Ter um cachorro, gato ou qualquer outro bicho de estimação em casa é uma alegria mas exige muita dedicação, cuidado especial com a saúde do animal e limpeza da residência. Existem algumas soluções para manter o seu lar sempre limpo mesmo com a companhia de um pet, separamos algumas para você pode incorporar ao seu dia a dia.

1 – Mantenha o seu lar limpo: uma rotina semanal, dividindo as tarefas durante os dias pode ajudar muito para a organização e limpeza da casa. Algumas atividades devem ser feitas diariamente como: varrer a casa, passar aspirador e pano no chão. Recolher fezes e xixi do cachorro também é uma tarefa necessariamente diária.

2 – Evite o excesso de pelos: para isso contamos com o nosso grande aliado, o aspirador de pó. Alguns bichinhos, ou a grande maioria deles, acabam soltando muito pelo.

3 – Sempre limpe os potes de ração: todos os dias, lave o pote de ração e de água do seu bichinho de estimação. Além da umidade no prato causar fungos e trazer uma grave consequência para o pet, também existe o risco da criação de mosquitos transmissores da dengue.

4 – Elimine o cheiro característico do cachorro: dilua 3 colheres de sopa de vinagre de vinho branco em 1 litro de água e passe com um pano no chão. É uma ótima maneira de eliminar aquele cheirinho

característico com o qual os donos até podem se acostumar, mas os convidados sempre sentem.

5 – Sofás e tapetes limpos: no caso de algum acidente acontecer em cima do sofá ou tapete, retire toda a parte sólida e use somente água e detergente (com uma bucha) para limpar a área. Para tirar o cheiro, use a solução de vinagre, desta vez em uma medida menor: 100 ml de água para 50 ml de vinagre. Borrife no local e não esfregue.

6 – Banho: os pets em apartamento devem tomar banho uma vez por semana (consulte o veterinário do seu pet para saber se a raça do seu cachorro permite essa frequência).

7 – Aposte em cheirinhos de ambientes: invista em produtos perfumados específicos para passar no chão, aromatizadores de ambiente, incensos e borrifadores de perfume para a casa.

A Edmur ajuda você a encontrar o seu lugar no mundo. Entre em contato com a gente!

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