Arquitetura

Lar acessível para pessoas com deficiência

Adaptar uma casa para pessoas com deficiência pode parecer, a princípio, um desafio. Mas a verdade é que fazer esses ajustes é totalmente possível, e não precisa ser uma dor de cabeça. Basta saber o que e como fazer. Por isso, neste artigo, você vai saber mais sobre: 

  • Recomendações e dicas de como adaptar uma residência ao deficiente físico; 
  • Do que se trata a acessibilidade e o conceito “arquitetura acessível”; 
  • Informações essenciais e primordiais caso precise adaptar um lar com apoio de profissionais. 

Então, vamos lá 

Um bom começo, e que sempre dá certo, é se colocar no lugar do outro. Faça esse exercício: você já parou para pensar como um cadeirante, uma pessoa com qualquer deficiência física, ou até mesmo um idoso, se locomove dentro de sua própria casa?  

Com essa pergunta é que visualizamos muito bem as suas limitações, e diante disso, fica mais fácil dar o primeiro passo e pensar como um lar poderia ser adaptado para trazer mais comodidade, conforto, segurança e autonomia para quem precisa.  

Estamos falando de acessibilidade. Permitir que qualquer pessoa possa exercer o seu direito de ir e vir, sem qualquer limitação. E não se trata apenas de uma rampa de acesso para a cadeira de rodas transitar livremente, mas sim, de proporcionar um ambiente acessível não só ao cadeirante, mas para qualquer pessoa.  

A boa notícia é que o ano de 2020 já começou bem para as pessoas com deficiência. No dia 27 de janeiro entrou em vigor o artigo 58 da Lei n. 13.146 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI). A partir de agora, todos os projetos de construtoras protocolados em todas as prefeituras do país deverão atender aos critérios de acessibilidade. Pessoas com mobilidade reduzida, nanismo, deficiência auditiva, física, visual, intelectual e múltiplas deficiências poderão solicitar adaptações em imóveis adquiridos na planta, sem qualquer custo adicional.  

Arquitetura acessível 

Todo arquiteto que trabalha com design de interiores, e com essa especialidade, que chamada mesmo de “arquitetura acessível”, elabora projetos sempre tendo em mente essa definição primordial e democrática. 

Mas você, que não é dessa área, pode se inteirar, sim, sobre um ambiente acessível. E quando precisar contratar profissionais (arquitetos, engenheiros, pedreiros, etc.), que é o recomendável, pois certas adaptações requerem reformas estruturais de alguns cômodos da casa; você saberá decidir e opinar melhor com mais propriedade no assunto. Então, confira tudo a seguir: 

Pisos, rampas e nada de obstáculos 

Como já foi falado, um lar acessível não é necessariamente aquele que possui uma rampa de acesso, ainda que ela seja fundamental e o ponto de partida de qualquer projeto arquitetônico desses casos, pois a primeira coisa a se pensar é: como esse cadeirante irá entrar e sair de sua casa? 

Para casas térreas, o recomendável é que se tenha logo na fachada frontal uma rampa suave da calçada direta para a porta de entrada, e claro, eliminando desníveis e degraus.  

Se você mora em prédio, converse ou solicite ao síndico do condomínio essa adaptação nas entradas comuns e também nos acessos ao elevador e em seu próprio apartamento, de fato. Caso não seja possível a eliminação total dos degraus, exija pelo menos que seja colocado corrimões, fitas antiderrapantes, lâmpadas de iluminações claras e guarda corpos. 

Portas e corredores largos e a disposição dos móveis 

Para que as pessoas com mobilidade reduzida possam transitar de forma segura e com praticidade dentro de casa, é necessário que se tenha corredores amplos com barras de apoio. Principalmente aos cadeirantes, as portas precisam ser maiores e largas em todos os cômodos, e com maçanetas preferencialmente em formato de alavancas, que são melhores dos em formato de bola. 

Arquitetos recomendam que a disposição dos móveis facilite ao máximo a perfeita circulação para cadeiras de rodas e andadores. E tente ter o mínimo de coisas dentro, pois “menos é mais”: quanto mais facilitarmos a autonomia e independência de locomoção dessas pessoas, mais conquistamos a autoconfiança e autoestima delas. 

Cama, cortinas e armários 

Tenha preferência pelas camas tradicionais (de madeira, com estrado, etc.), pois ainda proporcionam uma acessibilidade melhor ao deficiente/idoso na hora de se deitar do que as camas tipo “box”, pois estas são altas e aumentam a dificuldade para sentar, levantar e se locomover de um modo geral. 

Prefira também as cortinas tradicionais, de pano, que são mais fáceis de manusear e não exigem muito esforço se for comparar com as persianas. 

Uma observação a se atentar é sobre todos os armários da casa (cozinha, quarto, sala, etc.), eles precisam ser instalados ou adaptados em alturas mais baixas e de fácil alcance ao cadeirante, principalmente. Além disso, opte por portas de correr ou puxadores. 

Itens de segurança no banheiro 

Um cômodo que merece total atenção e cuidado é o banheiro, pois é onde acostumam acontecer mais acidentes com deficientes e idosos. Sendo assim, de imediato, é preciso que instale barras de segurança para um melhor apoio e manuseio. 

Implemente também um banco articulado dentro do box, o qual auxilia e muito para quem não consegue tomar banho de pé. Dê preferência também ao piso antiderrapante, caso não tiver, use o tapete antiderrapante. 

E por fim, as últimas adaptações são a elevação do vaso sanitário que facilita o encaixe da cadeira de rodas ou mesmo a sentada e a levantada dos que têm mobilidade reduzida; e a instalação de espelhos com inclinação que permite uma boa visibilidade para o cadeirante já sentado. 

Automação  

Para os deficientes que moram sozinhos e possam investir um pouco mais no conforto e praticidade, a automação é uma grande aliada tecnológica de adaptação para este público.  

Consiste basicamente em ter o controle da vários itens do lar (iluminação, cortina, etc.) por meio do comando de voz, muito útil para deficientes visuais; ou por controle remoto com botões ou “touchscreen”, aplicável aos deficientes auditivos. 

Um lar acessível para chamar de seu  

Tem outras dicas para deixar ambientes mais acessíveis para todos os tipos de deficientes? Compartilhe com a gente nos comentários abaixo. 

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