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Financiamento Habitacional

O sonho da casa própria é o desejo da maioria dos brasileiros, mas, atualmente, os imóveis atingiram preços tão elevados que ficou quase impossível fazer um pagamento à vista. Sendo assim, uma alternativa para isso  é o financiamento, geralmente feito por um empréstimo que depois será devolvido ao banco.

Vamos começar do início!

O primeiro passo é avaliar o seu orçamento e planejar quanto você irá gastar. Avalie suas contas fixas e veja se a quantia destinada mensalmente ao investimento caberá no seu bolso. Feito a análise, faça três tipos de simulações de financiamento para conhecer as vantagens e desvantagens de cada uma e comparar os resultados.

Opte pelo banco que atende o que for importante para você como: valor de entrada, valor do imóvel, número de prestações, etc. Vale ressaltar: independente da escolha, você precisará comprovar que tem condições de pagar as parcelas. Normalmente, as instituições não o aprovam caso o valor das prestações seja maior do que 30% da sua renda.

Comprovação de renda e documentação necessária

Para iniciar o processo de um financiamento, você deve, obrigatoriamente, apresentar cópias do CPF e RG ao banco, junto dos originais. Vale lembrar que, se existe união estável ou um casamento registrado em cartório, é preciso a anuência do companheiro(a), pois a compra pode ser declarada nula futuramente caso haja contestação ou qualquer outra ocorrência. Assim, ambos devem apresentar seus holerites e comprovante de estado civil. Caso sejam autônomos, é preciso entregar extratos bancários para comprovar a movimentação na conta e declaração de imposto de renda do casal. Caso você escolha financiar com uma instituição bancária na qual ainda não possui uma conta, deverá se submeter a todo o processo de cadastramento junto ao gerente. A última etapa é aguardar a sua análise no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e, caso você esteja com o nome limpo, o crédito é liberado.

Resumidamente, os documentos necessários são:

– RG (Carteira de Identidade), original e cópia;

– CPF (Cadastro de Pessoa Física), original e cópia;

– comprovante de estado civil, cópia e original;

– comprovante de renda, original e cópia;

– autônomos podem comprovar renda por meio do contrato de prestação de serviços, declaração do Imposto de Renda, declaração do sindicato da categoria, recibo de recebimento por trabalhos prestados ou uma Declaração Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore), feita por contador;

– os trabalhadores rurais, ambulantes, diaristas, barbeiros, cabeleireiros, doceiras, entre outros que não tenham conta em banco, devem preencher uma ficha de cadastro sob orientação do gerente, que irá informar quais são os documentos necessários para cada caso;

– Certidão Conjunta Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União.

Quanto tempo leva para a aprovação?

Em média de 30 a 45 dias. O tempo de espera entre as simulações e a aprovação do crédito depende de inúmeros fatores como: se o financiamento será no banco em que você possui conta ou em outra agência, se você já tem os documentos em mão, se já simulou a quantia que poderá investir. Caso você queira saber o valor de suas futuras prestações, entre no nosso site, a Edmur preparou uma calculadora de simulação grátis: https://www.edmur.com.br/calculadora/

Avaliação do imóvel

Nesta etapa, a instituição, através de uma empresa (engenheiro ou arquiteto), realiza a avaliação do imóvel a ser financiado para confirmar o seu valor. Depois disso, o banco prepara o contrato e pede para o comprador e vendedor assinarem o documento. O contrato deve ser registrado em cartório e levado ao banco. Logo após, o crédito é liberado.

Tipos de financiamento

Existem algumas opções de financiamento no Brasil. É possível fazer o financiamento direto com a construtora, com  a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Financiamentos pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)

O financiamento utilizando os recursos do FGTS faz parte do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Este modelo de financiamento dispões de algumas características:

– Somente pessoas físicas podem financiar e a restrição fica por conta do valor do imóvel, que não pode ultrapassar R$ 650 mil, porém, há exceções nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal, onde o valor é de R$ 750 mil;

– o valor financiado não pode ultrapassar R$ 585 mil;

– pode financiar em qualquer banco, com um prazo de até 35 anos para pagar (420 meses) e taxas de juros não superiores a 12% ao ano;

– o FGTS pode ser usado para quitar prestações, dar de entrada e reduzir valor das parcelas, diminuindo a sua dívida.

Financiamentos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo)

Nesta opção de financiamento, não há limite de renda. Esse modelo é usado quando os valores estão fora das características e limites expostos no SFH, e a diferença é que os juros podem chegar a mais de 12% ao ano.

Construtoras

Neste caso, o comprador terá maior flexibilidade de negociação. Com o financiamento feito através de construtoras não há limites sobre os valores financiados, renda ou taxas de juros. Porém, os riscos são maiores e você deve ficar bem atento. As organizações podem financiar a construção da casa ou apartamento com alguma instituição bancária. Assim, o imóvel comprado está hipotecado a esse banco. Em outras palavras, se a empresa falir e deixar uma dívida com este banco, o consumidor pode perder o imóvel.

O outro risco é que a construtora pode falir antes mesmo do término da obra e assim, o comprador ficaria sem imóvel. Por isso, é importante checar se construtora possui alguma irregularidade com a Justiça.

Quais os maiores prós de financiar um imóvel?

O desejo de ter a casa própria não é o único motivo que atrai uma pessoa para essa operação financeira. Muitos entram neste ramo como uma maneira de obter retorno financeiro.

A aquisição de um bem pode não ser exatamente um investimento, mas a compra de um imóvel pode trazer muitas vantagens. Confira algumas:

Valorização do imóvel com o tempo:

O natural é que a valorização aconteça por uma série de questões: investimentos no imóvel (reforma, móveis embutidos), proximidade do centro, construção de escolas na vizinhança, presença de comércio nas redondezas, entre outros. Obviamente o retorno não é garantido, mas o normal é que com o tempo o imóvel ganhe essa valorização.

Seu imóvel pode se tornar uma fonte de renda:

Caso você opte em alugar o imóvel quitado, esse valor se transforma em parte da sua receita familiar fixa. Vale ressaltar que para realmente valer a pena, o aluguel deve ficar acima de 0,5% do valor total do imóvel.

Atenção: o imóvel financiado pelo banco não pode ser alugado, pois, assim ele estaria sendo usado para fins comerciais e o contrato estabelece que deve ser ocupado para fins de moradia.

É uma excelente oportunidade de sair do aluguel:

Muitas pessoas ficam presas ao aluguel sendo que gostariam de direcionar essa quantia ao pagamento de um bem no seu nome. Sendo assim, o financiamento é uma grande oportunidade para sair da condição de inquilino e investir no seu próprio imóvel.

Ocupe o imóvel na hora:

Assim que o banco liberar o crédito, você já tem um lugar para morar. É muito mais rápido do que comprar um terreno e ir construindo aos poucos.

Você pode usar o FGTS:

A lei permite (em algumas situações) o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de um imóvel. Assim,  você já pode usar esse valor como uma boa entrada para financiar sua casa ou apartamento.

Quais são as desvantagens de financiar um imóvel?

Todos os custos ficam na mão do proprietário:

Além dos gastos com IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), conta de luz, água, gás, condomínio, reformas e obras, com o tempo, o imóvel demanda manutenção. Por isso, na hora de financiar  um imóvel, saiba que você não vai só arcar com a quantia do financiamento, você precisa separar um valor para arcar com todos esses gastos.

Não é que seja fácil alugar ou repassar:

Pode ser bem difícil e complicado alugar um imóvel por um preço vantajoso. Existem vários fatores que levam a isso: cenário econômico, região onde o imóvel está localizado, valor do condomínio, etc.

As mesmas dificuldades podem ser encontradas caso você deseje vender o imóvel, sendo assim, encontrar alguém  que esteja apto a arcar com o valor já pago não é fácil, principalmente em épocas de recessão financeira.

Cuidado para não acumular prestações:

Caso você financie um imóvel ainda na planta, talvez você precise continuar no aluguel por um tempo até o fim da construção. Assim, com o aluguel, o financiamento e outras despesas rotineiras, você pode acabar acumulando dívidas.

Risco:

O financiamento de um imóvel pode durar 10, 20, 30 anos ou mais. Portanto, é impossível prever como estará a sua situação financeira daqui algumas décadas.  E se sua situação financeira sofrer uma reviravolta  e você não conseguir mais arcar com as parcelas? Pense nisso.

A Edmur ajuda você a encontrar o seu lugar no mundo. Entre em contato com a gente!

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