Casa adaptada para idosos

ARQUITETURA

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Os brasileiros estão envelhecendo muito rapidamente. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 o país terá 41,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos, contra 39,2 milhões de crianças entre zero e 14 anos. Isso significa que em menos de 10 anos, haverá mais idosos (18% da população) do que crianças (17,6%). E a expectativa para 2060 é que o país tenha 19 milhões de pessoas com mais de 80 anos.

Os números refletem diretamente na arquitetura e no mercado imobiliário, já que residências adaptadas são fundamentais para garantir segurança, saúde e qualidade de vida de quem tem mais de 60 anos. De acordo com a OMS, mais de um terço das pessoas idosas sofrem pelo menos uma queda ao ano.

O levantamento da OMS revela que cerca de 28% a 35% das pessoas com mais de 65 anos de idade sofrem algum episódio de queda a cada ano, e esta proporção se eleva para valores que oscilam de 32% a 42% para os idosos com mais de 70 anos.

As lesões decorrentes das quedas geram significativas limitações físicas e psicológicas, além de impactar diretamente na vida financeira, já que os custos relacionados ao tratamento são substanciais. Portanto, com o avançar da idade algumas limitações passam a existir e a casa adaptada é primordial.

As quedas podem ocorrer por diversos fatores. Entre os mais importantes estão as alterações da marcha e a perda considerável da força muscular. Além disso, com a idade avançada, o centro de gravidade do corpo humano (postura) sofre alterações fisiológicas naturais que geram instabilidade no controle do equilíbrio, provocando quedas que podem prejudicar a qualidade de vida.

As quedas são de alto risco nessa faixa etária porque podem causar fraturas e lesões, que podem resultar em um efeito dominó, colocando em jogo a mobilidade e vida do idoso.

Então, antes que o pior aconteça, o melhor é deixar a casa adaptada. Na dúvida, consulte as normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 9050, que regulamenta as medidas necessárias para o deslocamento com bengala, andador, muleta, apoio tripé e cadeira de rodas.

Dentro de casa

A maior parte das quedas ocorre dentro de casa, em decorrência de tapetes, pisos escorregadios, falta de corrimão nas escadas e barra de segurança em chuveiros, iluminação inadequada, armários muito altos. Se possível substitua as escadas por rampas de acesso, elimine todos os degraus, buracos ou saliências do chão e conserte possíveis pisos quebrados.

Portas

As portas podem gerar acidentes quando são de materiais inadequados e sem sistema de trava de segurança. Prefira maçanetas com 100 mm de comprimento e que possam ser abertas com o movimento de alavanca.

Sala

Prefira móveis que não saiam do lugar, mantendo o sofá e poltronas encostados nas paredes. Evite mesas, estantes e cadeiras que tenham rodas, e retire os tapetes do chão para evitar escorregões ou tropeços.

Cozinha

O ideal é que a altura da pia, do armário e da mesa seja adequada para cadeirantes. Além disso, mantenha os objetos de uso frequente em locais acessíveis.

Quarto

Mantenha no local apenas os móveis necessários, evitando objetos que possam atrapalhar a locomoção e provocar batidas nas pernas e braços. Deixe a cama fixa e evite trocar a disposição, para que o idoso possa se acostumar com o ambiente e se sentir mais seguro.

Banheiro

Barras de segurança instaladas estrategicamente contribuem para a segurança, assim como o uso de uma cadeira higiênica ou elevação do assento sanitário. Outro cuidado é com relação ao piso molhado após o banho.

Piso dos cômodos

Nem sempre o mais bonito é o melhor. Leve em consideração o tipo de piso apropriado e invista em antiderrapante para que não haja escorregões e quedas.